NASA construirá primeira usina nuclear para a Lua e Marte

Energia nuclear no espaço

Reatores nucleares para uso espacial não são exatamente uma novidade. Sondas espaciais de longa distância usam-nos há décadas.

O robô marciano Curiosidade, ou MSL (Mars Science Laboratory), será alimentado por seu próprio reator nuclear.

Em 2008, a NASA anunciou planos para desenvolver o projeto de uma usina nuclear na Lua.

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Agora parece que os planos vão começar a sair do papel, com o agendamento para 2012 da construção de uma “Unidade de Demonstração Tecnológica” de um reator nuclear espacial.

A notícia foi dada pelo coordenador do projeto, professor James E. Werner, do Laboratório Nacional Idaho, nos Estados Unidos.

”]Reator nuclear espacial

A ideia é, a exemplo do reator multipropósito que a NASA usa em suas sondas e robôs espaciais, construir uma usina multipropósito que possa ser usada em futuras explorações espaciais, não apenas na Lua, mas também em Marte e mesmo em asteroides.

Embora o princípio de funcionamento de um reator nuclear espacial seja o mesmo dos reatores nucleares convencionais, sua baixa potência e miniaturização o tornam um tanto diferente.

“As pessoas nunca reconheceriam o sistema de energia por fissão como um reator de energia nuclear,” disse Werner. “O reator em si tem cerca de 50 centímetros de largura por 75 centímetros de altura, aproximadamente do tamanho de uma mala.”

Sistemas de energia de fissão dependem da energia gerada pela fissão do núcleo de átomos – o calor gerado na reação é usado para criar vapor e girar uma turbina, que produz a eletricidade.

Embora miniaturizado, o reator nuclear espacial terá todos os principais componentes de um sistema de um reator nuclear terrestre: uma fonte de calor, o sistema de conversão de energia – o gerador propriamente dito -, a dissipação do calor excessivo e a distribuição da energia.

Mas também há diferenças.

“Embora a física seja a mesma, os baixos níveis de potência, o controle do reator e o material utilizado para a reflexão de nêutrons de volta para o núcleo são completamente diferentes,” disse Werner. “O peso também é um fator significativo, que deve ser minimizada em um reator espacial, algo que não é levado em conta em um reator comercial.”

”]Fonte: Inovação Tecnológica

1008jia2001