Fabricante eólica Gamesa inaugura sua primeira fábrica no Brasil, que poderá responder por 15% de suas vendas mundiais

Crédito: Gamesa

A Gamesa inaugurou nesta sexta-feira (8/7) sua primeira planta para a produção de aerogeradores no Brasil, em Camaçari, na Bahia. A unidade, que vai produzir naceles, montará máquinas com capacidade de 2MW. Segundo a empresa, a unidade produzirá equipamentos com conteúdo 40% nacional, conforme negociado com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A expectativa da empresa é ter um índice de nacionalização de 50% em 2012 e de 60% em 2013. A nacionalização ainda poderá ser antecipada através da contratação de novos fornecedores e, até mesmo, de produção própria.

Orçada em R$50 milhões, a fábrica possui capacidade de produção de 400MW anuais, com a produção de entre quatro e cinco aerogeradores por semana, em apenas um turno de trabalho. Segundo o CEO da empresa, Jorge Calvet, um segundo turno poderá ser implantado, de acordo com o aumento da demanda. Na Europa, a empresa já possui três plantas, com o desenvolvimento de turbinas de 4,5MW.

E as expectativas da espanhola são bem otimistas para o Brasil. A fábrica em Camaçari é a número 30 da compangia e servirá como base de exportação para o Mercosul.“Esta planta é suficiente para exportar do México até a Argentina”, ressaltou Calvet. Entre os principais países em crescimento para exportação, a companhia espanhola vê despontando o Chile e Uruguai, e acredita que o Brasil represente nos próximos dois anos, entre 10 e 15% de suas vendas mundiais.

As pás eólicas virão de uma parceria com a Tecsis, localizada em Sorocaba, no interior de São Paulo Segundo Jorge Calvet, o contrato é importanta para cumprir as exigências do BNDES quanto ao o grau de nacionalização dos equipamentos produzidos em sua unidade.

E tanto a ampliação da produção, como do próprio parque, que hoje ocupa 8 mil m², dependerão unicamente do crescimento econômico do País, que já é visto como favorável para a fonte. “Temos a opção de expansão de 16 mil m², e outra de 35 mil m², que dependerão apenas do crescimento do mercado”, adiantou o CEO.

Além da expansão, Calvet anunciou que com o desenvolvimento tecnológico da Gamesa poderá levar, até 2013, à redução do custo mundial de energia energia eólica em 20%, e de 30% até 2015, buscando a competitividade de seus clientes.

Outra preocupação com a competitividade dos clientes destacada por Calvet é a Gamesa Energia, que em breve também poderá vir para o Brasil. O braço da companhia é responsável pelo desenvolvimento de parques eólicos, desde a viabilidade da planta até a sua conclusão, para depois vender os negócios a outras empresas.

Fonte: Jornal da Energia