Medo da estiagem leva Brasil a recorrer às usinas termelétricas

A partir deste sábado (5), o governo vai acionar usinas termelétricas para garantir a produção de energia. Preço das tarifas deve subir.

O governo vai ligar as usinas termelétricas para produzir 1.859 mW/h de energia, o que significa quase triplicar a energia média produzida no início do mês passado.

Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), é preciso acionar as termelétricas para preservar o nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas durante a estiagem, que vai até novembro, e garantir o abastecimento de energia no país.

As termelétricas estão instaladas nas cinco regiões do país e ficam à espera de uma ordem para produzir. Mas quando são acionadas para gerar grande quantidade de energia, quem paga a conta é o consumidor.
Além do período de seca, o consumo de energia aumentou muito em relação ao ano passado. O crescimento foi de 12,6% na região Nordeste e de 10,9% nas regiões Sudeste e Centro-Oeste. Nos últimos 12 meses, o consumo de energia nas residências cresceu 6,8% e o comercial 6%.

As termelétricas são movidas a gás, carvão e diesel. O custo da queima desses combustíveis vai para a conta de luz dos consumidores, além de serem poluentes.
Segundo o ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, o aumento na conta será muito pequeno, porque as termelétricas representam menos de 4% da produção de energia do país.

“Agora eu posso utilizar as térmicas que são mais baratas. Se eu continuar usando água e deixar o nível do reservatório cair muito, vou precisar usar todas as termelétricas, inclusive as mais caras. Aí, essa conta poderia subir”, explica o ministro.

Para o professor Antônio Brasil Júnior, da Universidade de Brasília (UnB), o Brasil precisa apressar a construção de novas usinas hidrelétricas. Caso contrário, o meio ambiente e o consumidor vão ser penalizados com o aumento do uso das termelétricas.

“Sempre vai existir um impacto ambiental ou social a partir da instalação de uma unidade de geração. O problema é quando se quer fazer com que essa matriz seja mais dominante do que o percentual em que existe hoje em dia no Brasil”, alerta o professor.

Fonte: Portal G1

Leonardo Magalhães

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