Carros voadores podem tirar investidores de transportes terrestres

Carros voadores podem tirar investidores de transportes terrestres

Os táxis elétricos aéreos, conhecidos erroneamente como “carros voadores”, poderão tirar milhões de dólares em investimentos das startups de transporte terrestre em 2020, segundo um estudo divulgado nesta semana.

O nascente negócio de táxis elétricos aéreos “tem o potencial de modificar significativamente o cenário da mobilidade urbana”, mas ainda enfrenta obstáculos significativos em relação à sua comercialização e à lucratividade, de acordo com o Emerging Technology Outlook 2020, do site PitchBook.

O PitchBook avalia a Joby em US$ 450 milhões e a Lilium em US$ 576 milhões. Até o momento, a Joby captou mais de US$ 128 milhões s de investidores, incluindo de Intel, JetBlue Airways e Toyota. A Lilium levantou mais de 100 milhões, com a chinesa Tencent como principal investidora.

A Daimler e Geely Automotive investem em uma terceira empresa do segmento, a alemã Volocopter, que também levantou cerca de US$ 100 milhões e é avaliada em US$ 250 milhões.

Variedades de conceitos

Os carros voadores possuem várias formas e tamanhos, e muitos parecem bem diferentes de aeronaves convencionais de asa fixa. Os motores elétricos substituem os motores a jato e as aeronaves verticais de decolagem e pouso (VTOL), projetadas para não precisarem de pistas longas, têm asas rotativas e, em alguns casos, rotores no lugar de hélices.

É provável que os táxis elétricos aéreos voem em rotas de nível baixo, especialmente entre as cidades, aliviando o congestionamento nas estradas. Mas eles potencialmente aumentarão o congestionamento no tráfego aéreo à medida que se tornem mais populares.

A pesquisa do PitchBook observa que a indústria nascente, embora represente uma ameaça de longo prazo para as empresas de transporte terrestre, ainda enfrenta obstáculos regulatórios e tecnológicos que exigirão mais tempo e capital para serem resolvidos.

O potencial que os táxis aéreos têm para reduzir drasticamente os custos operacionais e de manutenção deve atrair milhões a mais em financiamento para ajudar a compensar as enormes cifras queimadas e a falta de receita.

A Lilium está buscando US$ 500 milhões de investidores – mais do que o total investido em todo o setor desde 2009, segundo o PitchBook.

“Precisamos estar na primeira fila dessas oportunidades” para investir em startups de táxi aéreo, disse Jim Adler, chefe da Toyota AI Ventures, que investiu na Joby. “Se carros voadores acontecerem, a Toyota estará lá.”

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Fonte: g1.globo


1008jia2001

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