Novo empréstimo às distribuidoras totaliza R$6,6 bilhões

Montante será desembolsado por 7 bancos e pelo BNDES; primeira parcela será liberada pela CCEE até 15 de agosto

size_590_energia-eletricaO secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Paulo Rogério Caffarelli, anunciou o valor do novo empréstimo que será concedido às distribuidoras de energia. O montante totalizará R$6,6 bilhões, sendo que R$3,6 bilhões virão de sete bancos, e os R$3 bilhões restantes virão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O empréstimo terá taxa de Certificado de Depósito Interbancário (CDI) mais 2,35% ao ano. Os juros são levemente mais altos que os do primeiro empréstimo, de R$11,2 bilhões, feito em abril, cuja taxa foi equivalente ao CDI mais 1,9% ao ano. A primeira parcela será liberada até o dia 15 para a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), que repassará o dinheiro às distribuidoras.

Além do BNDES, as instituições que emprestarão recursos na segunda operação serão Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú, Santander, BTG-Pactual e Citibank. De acordo com Caffarelli, mais seis bancos podem fazer parte da operação: JP Morgan, Credit Suisse e Bank of America e três instituições que não tiveram o nome divulgado.

Caso mais bancos entrem na operação, o valor total do novo empréstimo permanecerá em R$6,6 bilhões. Nesse caso, caberá ao consórcio de bancos públicos e privados (sem o BNDES) redefinirem a participação de cada instituição na operação de crédito.

Caffarelli não detalhou a participação de cada banco na operação. Apenas informou a participação do BNDES (R$3 bilhões) e do Banco do Brasil e da Caixa Econômica (R$750 milhões cada). De acordo com ele, a participação dos demais bancos foi proporcional à fatia do primeiro empréstimo de R$11,2 bilhões.

Os empréstimos para as distribuidoras são necessários para cobrir o custo das empresas com o despacho termelétrico fora da ordem de mérito e a exposição no mercado de curto prazo. No fim de março, o governo anunciou o socorro ao setor elétrico, que envolveu a ampliação de R$9 bilhões para R$13 bilhões do orçamento para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo que subsidia as tarifas de energia, operação que envolveu recursos fiscais. Além disso, um consórcio de bancos públicos e privados emprestou R$ 11,2 bilhões para a CCEE em abril.

Inicialmente previsto para assegurar fluxo de caixa para as distribuidoras até o fim do ano, o empréstimo foi insuficiente. Em junho, a CCEE havia repassado todo o valor da primeira operação de crédito para as empresas, o que levou à necessidade de um segundo empréstimo.

Nesta quinta-feira (7/8), Maurício Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o valor liberado será suficiente para o ano de 2014. “Pode faltar ou pode sobrar, mas será uma diferença muito pequena que pode ser paga pelas concessionárias”. O novo empréstimo só começará a ser pago pelas distribuidoras em novembro de 2015. O pagamento durará dois anos, até novembro de 2017.

Fonte: Jornal da Energialogopet

1008jia2001