Elevador Espacial – sonho distante ou realidade próxima?

Elevador Espacial – sonho distante ou realidade próxima?

Com o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945, o mundo se encontrou no meio de um novo conflito. Estados Unidos da América e União Soviética passaram a disputar uma corrida armamentista e tecnológica que ficou conhecida como Guerra Fria. Foi nessa época que o homem pisou pela primeira vez na Lua.

Apesar de já terem se passado mais de 50 anos, o homem pisou na Lua somente seis vezes, sendo a última delas em dezembro de 1972. Mas porque o homem foi tão pouco ao satélite natural da Terra? A principal causa é o alto custo para ir ao espaço. Em média são gastos 20 mil dólares por quilograma para entrar em órbita.

Atualmente, foguetes são enviados,  porém a tarefa não é fácil e muito dinheiro é desperdiçado nesse processo. Cerca de 80% da massa do foguete é propelente (combustível espacial), 16% é a estrutura da espaçonave e apenas 4% é a carga que pode ser enviada ao cosmos. Como é impossível abastecer no meio do caminho, todo o combustível precisa ser levado de uma só vez, o que torna o projétil mais pesado.

Além disso, para que um foguete seja enviado para o espaço, não basta “só mandá-lo para cima”, pois mesmo estando em órbita do planeta Terra, o foguete não está em gravidade zero. Por exemplo, na International Space Station (ISS), a gravidade é 90% do valor da gravidade da Terra e um foguete nela estaria em queda livre. Dessa forma,  à medida que a Terra “puxa” o foguete para baixo, existiria uma movimentação para frente de 8000 m/s, o que exigiria de muito combustível.

Entretanto, mesmo a massa do propelente sendo maior que a do foguete, o elemento mais caro é a espaçonave. Por isso, a utilização de um foguete reutilizável poderia economizar muito dinheiro, e essa foi a ideia que a  SpaceX desenvolveu, ao reduzir o custo de enviar uma espaçonave para o espaço em cerca de 90%.

Mas será possível algo mais eficiente e barato que um foguete reutilizável? Seria viável algo como um elevador espacial? Afinal, para colocar ou retirar objetos em órbita só seria preciso soltá-los e eles fariam uma órbita circular similar ao GPS e satélites de comunicação, sem gastar combustível. Bem, para isso acontecer seria preciso de um cabo que fosse da superfície da Terra até a órbita geoestacionária, que fica a 35786 quilômetros de distância e diante disso, duas dificuldades se apresentam:

  1. Para manter o cabo erguido e esticado seria necessário um contrapeso. Uma boa alternativa seria um asteroide capturado e colocado em órbita da Terra. Entretanto essa alternativa pode ser perigosa. 
  2. Qual material seria utilizado para uma corda de quase 36000 quilômetros? Uma corda normal com 100 quilômetros de comprimento pesaria 3500 quilogramas e aguentaria somente 160 quilos. Se essa mesma corda tivesse os 35786 quilômetros desejados, pesaria 1225 toneladas e nos dias atuais, não existe um material que suportaria esse trabalho. A melhor opção seria o nanotubo de carbono que é extremamente leve e resistente, mas o maior construído até hoje possui 0,5 metros, sendo utilizado somente para pesquisa.

Mesmo com essas dificuldades, a ideia de um elevador espacial é excelente e agrada quatro empresas que desenvolvem pesquisas sobre:

  1. Nasa: A agência dos Estados Unidos tem interesse em inovar no ramo espacial. Além de querer utilizar os nanotubos de carbono, estuda usar fontes de energia geradas por laser. Como o material para corda é inviável atualmente, o projeto está parado.
  2. Google: A multinacional também pesquisa a utilização dos nanotubos e está com o projeto parado por enquanto.
  3. Thoth Techonlogy: A empresa canadense é a única que não pensa em utilizar os pequenos tubos de carbono e planeja começar o projeto nos próximos anos. Diferente das outras empresas, o plano é construir uma torre de 15 quilômetros de altura, a Thothxtower, que seria mandada para o espaço. Com isso, o elevador subiria de forma espiral pelas laterais e o topo da torre contaria com um aeroporto para naves espaciais. O projeto é ambicioso e também deseja servir como geração de energia eólica, serviço de transmissão e turismo espacial.
  4. Obayashi: A famosa empresa japonesa conhecida por já ter construído as maiores torres e edifícios do mundo, possui o desejo de conectar o elevador a uma estação a 36000 km e fazer um contrapeso que ficaria a 96000 km da estação principal. Na Terra, o cabo seria preso a uma base flutuante no mar. Com planos de finalização do projeto em 2050, as primeiras etapas começarão nos próximos anos. O elevador poderá chegar a até 200 km/h e terá o tempo de viagem de uma semana para chegar na estação principal.  Inicialmente, um foguete será lançado com toneladas de cabos e entrará em órbita com a Terra. Os foguetes seguintes chegarão com mais materiais e a seguir a nave se expandirá até atingir os 36000 km. Após essa etapa, o cabo será liberado em dois sentidos: no sentido da Terra, que chegará até o mar, e no sentido oposto, até os 96000 km para servir de contrapeso junto com reforços que serão enviados. Depois disso, estações e subestações serão criadas. Mesmo sendo muito bem planejado, o projeto é muito ambicioso e cientistas duvidam que ele saia do papel.

Vislumbrar esses planos sendo concretizados pode até parecer impossível, porém é importante lembrar que a humanidade já desenvolveu tecnologias ao ponto de armazenar música/som em objetos físicos, transformar feixes de elétrons em imagens de televisão e transmitir isso para várias pessoas, o que antes também parecia impossível. E você, o que acha da ideia de um elevador espacial? Um sonho distante ou realidade próxima?

Fonte:

Tecmundo (Imagem)
Brasil Escola (Imagem)
Youtube – Curioso News
Youtube – Ciência Todo Dia

Por: João Pedro F. Barreto

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João Bareto

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