Investidores estrangeiros veem Brasil líder energético em 2020

Estudo da Ernst&Young ouviu 250 executivos influentes em todo o mundo

Um relatório que reúne as impressões de 250 executivos mudialmente influentes e uma análise do comportamento dos
investimentos estrangeiros no Brasil desde 2007 revela que o setor de energia continuará como um dos carros-chefe da economia nacional, podendo atrair ainda mais olhares nos próximos anos. De acordo com a primeira edição do estudo Brazilian Attractiveness Survey, realizado pela Ernst & Young, 30,1% dos entrevistados disseram esperar ver o País como líder global em energia até 2020.

O grupo, que aponta a descoberta das reservas pré-sal como um dos principais fatores que puxará o desempenho positivo, considera ainda haverá uma “uma melhoria substancial da infraestrutura do país”. Para 24% dos executivos, o Brasil também se tornará um líder em economia verde. No geral, 78% dos entrevistados apontaram o País como o destino mais atrativo para investimentos estrangeiros diretos e 83% disseram crer no aumento da atratividade brasileira nos próximos três anos.

A Ernst & Young destaca que “o país atende quase 50% de sua demanda de energia através de fontes renováveis”, tendo hoje 15,3GW de capacidade instalada só de energia limpa. O número coloca o Brasil no ranking dos 10 países mais eficientes no setor.

O estudo acrescenta ainda que a estratégia brasileira aponta para mais 11,5GW a serem instalados até 2019, com maior atenção à energia eólica e à biomassa. Por outro lado, o relatório coloca que o Brasil deve “diversificar sua matriz para enfrentar desafios como o desmatamento e o deslocamento da população” na construção de hidrelétricas e evitar problemas com interrupções de energia.

“O Brasil também pretende ter medidores inteligentes instalados em cada casa até 2020”, frisa o relatório da Ernst & Young, que diz que isso ajudará o país a atingir uma redução de 40% nas emissões de carbono pelo setor elétrico.

Entre os projetos que devem contribuir com um melhor desenvolvimento e atratividade das cidades brasileiras, trazendo visibilidade para os investidores estrangeiros, estão listadas grandes obras de infraestrutura, como a própria construção de usinas e de capacidade e transmissão de energia.

Melhoria do desempenho
De acordo com o Brazilian Attractiveness, apesar da previsão de instabilidade econômica global, o Brasil teve recorde de projetos em 2011, se estabelecendo como o segundo destino global mais popular para investimentos estrangeiros e o quinto em números de empreendimentos.

O valor e o número dos projetos triplicaram desde 2007, passando de US$19 bilhões para US$63 bilhões; e de 165 iniciativas para 507. Mas o documento também lista quesitos em que o País precisa melhorar: formação acadêmica e tecnológica; incentivos fiscais para empresas inovadoras; desenvolvimento de parcerias na área de pesquisa, entre outros.

Fonte: Jornal da Energia