Impacto 3D: Microempresários unem-se para imprimir protetores faciais

Diante da pandemia do vírus COVID-19, a falta de equipamentos de segurança impacta um setor que é exposto a todo momento ao perigo de contágio, os profissionais da saúde. Dando o seu melhor para salvar vidas, sem EPI’s, eles não conseguem exercer esse papel fundamental neste momento. Além de empresas fabricantes de roupas e tecidos, um ramo inusitado começou a produzir as máscaras faciais: o das impressões 3D.

Impressoras 3D são uma das ferramentas mais importantes da Indústria 4.0. Sua difusão na sociedade já não é algo tão novo, visto que, desde meados de 2010 elas se tornaram virais e seu fácil funcionamento contribuiu para sua acessibilidade.

No mercado existem diversas marcas de impressoras 3D, mas seu funcionamento básico é o mesmo: um plástico é derretido e depositado em certos lugares, de acordo com o arquivo desejado. O movimento, realizado camada por camada, cria a peça.

Quanto ao plástico, é muito comum a utilização de ABS, PLA, PETG e outros. Muitos desses são biodegradáveis e atóxicos mas o que realmente é diferencial é sua temperatura de derretimento, a rigidez e a densidade devido à composição do plástico. 

Com uma impressora 3D e com o auxílio de softwares de desenho, tais como CAD, SolidWorks, Fusion e outros, é possível imprimir qualquer objeto desejado, inclusive itens do dia a dia, como separador de cabos, enfeites e chaveiros.

Como Funciona: Impressora 3D

Como esta ferramenta não tem limites de criação, no Brasil, microempresários uniram-se para imprimir protetores faciais utilizando apenas a peça impressa e uma folha de acetato. As máscaras  substituem àquelas que são comumente usadas pelos profissionais da saúde, possuem grande resistência e protegem pessoas essenciais para a manutenção da vida. Unidos pela hashtag “CadaImpressãoConta” diversos pontos de doação foram criados no país e em Juiz de Fora (MG) a iniciativa recebeu o nome de “SOS 3D JF”. Os empresários que fazem parte dela buscam apoio através de doações de materiais ou dinheiro para conseguir fabricar os “face shields” e também por meio do compartilhamento desta iniciativa.

Por Giovanni Tomasco